quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nem sempre o amor se encontra tão perto

Sushi
Composição: Luiz Chagas e Tulipa Ruiz

Pensei estar sendo esperta
Ao te dar meu coração
Falhei, deixei porta aberta
Você alegou: “foi rejeição”
É isso que dá contar com o certo
Nem sempre o amor se encontra tão perto

Cheguei a uma ilha deserta
A um atalho contramão
Eu sei que a resposta correta
Pode não ser a solução
Viver a teu lado não dá futuro
Fiquei deslumbrada a princípio, eu juro

Então vem, chega mais perto
Devolve já meu coração
Que tal sair deste aperto
E decretarmos solidão a dois
Querido, é mais fácil vivermos solteiros
Em festas confusões
Querido, é mais lindo juntarmos dinheiro
E embarcarmos pro Japão

Sushi, chá bar
E esse seu jeito de falar
Cantar, dançar, olhar pra mim
Viver é não ter que transplantar…

Doar sangrar trocar chamar pedir mostrar mentir falar justificar no cais chorando não sou eu quem vai ficar dizendo adeus batucada macaco no seu galho da roseira em flor da laranjeira amor é choradeira horror a vida inteira à beira da loucura e a dor e a dor e a dor e a dor…



sábado, 22 de janeiro de 2011

A escola mobilizadora, por Eliezer Pacheco*

Tem sido enfatizada a valorização do professor como forma de melhorar a Educação brasileira. Isto é correto. Sem educadores motivados, é impossível uma Educação de qualidade. Também há a necessidade de Escolas bem estruturadas. Entretanto, os principais problemas se originam do lado de fora das instituições educacionais.

A Escola precisa se ocupar das questões sociais que a atingem. Tais problemas não têm sido tratados como questões concernentes à Educação, quando o são. É difícil ocorrer uma aprendizagem adequada com famílias desagregadas, pais com baixa ou nenhuma escolaridade e com a inexistência de ambientes que sejam favoráveis ao estudo.

Os entraves cruciais da Educação têm de ser enfrentados com políticas de emprego, salário, etc. Nosso país vem enfrentando estas questões e adotando importantes iniciativas na área educacional, cujos resultados, a médio e longo prazo, acontecerão. Estes, contudo, demandam uma geração para se fazerem sentir. Devem os educadores e a sociedade aguardar as consequências destas iniciativas? Parece-nos que não.

As Escolas públicas, além da parte pedagógica, deveriam ter uma coordenação de políticas sociais. A comunidade Escolar deve ser vista como um todo. As Escolas devem compreender a Educação dos pais de seus alunos como parte de suas tarefas, encaminhando-os para a alfabetização, Escolarização e profissionalização.

O debate político entre os educadores foi substituído pelo debate sindical, importante para a categoria, mas insuficiente para responder aos desafios da Educação. A Escola é a instituição pública de maior capilaridade em todo o país e, portanto, a que tem melhores condições de articular uma grande mobilização nacional em defesa do conhecimento e da emancipação.

* Professor, secretário de Educação Profissional do MEC

Fonte: Diário Catarinense (SC)

[Em uma conversa no ônibus, uma mãe conta que a filha havia soltado uma bomba na escola. Os pais foram chamados pela direção e, para se vingar, a adolescente de 15 anos rasgou as cortinas da escola. Num outro dia, a menina foi buscar o passe escolar e o diretor disse que só entregaria para o responsável, afinal, ela não assistia às aulas. Ao comparecer mais uma vez na escola, o pai foi comunicado que sua filha tinha mais de 500 faltas e, portanto, já estava retida.

Além disso, a mãe ainda contou situações em que era xingada pela filha, disse que a adolescente não ajudava com as tarefas domésticas, ficava o dia inteiro na rua e que não tinha horário para voltar. Após contar tudo isso ao colega, a mãe se perguntou: "O que eu posso fazer? Vou deixar ela andar pelada na rua? Ela é uma playboyzinha sem ser, porque não tem dinheiro. Todo mundo arrumado, com roupa de marca, e vou deixar ela andar de qualquer jeito?".

Essa história ilustra muito bem como a ausência de estrutura familiar é o principal motivo da falta de interesse dos jovens pelos estudos, sem considerar tantas outras consequências. Pais que trabalham muito para sustentar muitos filhos, pais viciados, pais despreparados, pais que também não foram incentivados... Seja qual for a razão, falta de tempo ou de interesse, os pais não controlam o que seus filhos fazem durante o dia, e nem a noite. Eles não perguntam como foi a aula, o que o filho aprendeu, e, muito menos, se há lição de casa.

Em paralelo, há a culpa, que impede que o pai castigue seu filho mesmo com a certeza de que ele cometeu (ou está cometendo) um erro. Culpa pela falta de tempo, pela fraqueza de preferir as drogas, pela certeza de que poderia estar fazendo mais.

Sem punição, o "não" tão necessário, a criança ou adolescente busca as mais diversas formas de chamar a atenção e garantir, ao menos, alguns gritos por dia.]

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Fofo ou inapropriado? 'Vogue' francesa publica editorial polêmico com crianças

Meninas de seis anos em atitude de gente grande




Um ensaio recente publicado na “Vogue Paris” tem tudo o que um bom editorial de moda deve ter: meninas, maquiagem carregada, salto alto, joias, poses ousadas e muito, muito carão. Mas, com um olhar mais atento, nota-se algo diferente: as “modelos” das fotos são crianças que, certamente, não passam dos seis anos de idade.

Em atitude de gente grande, as meninas causaram alvoroço entre os sites especializados, que recriminaram a revista por retratar situações inadequadas para a idade das modelos. “Em vez de meninas brincando de se vestir no closet da mãe, essas fotos mostram crianças crescendo rápido demais”, diz o colunista Justin Fenner, do Styleite.com.

O ensaio faz parte da edição especial da “Vogue Paris” editada pelo estilista Tom Ford, repleta de editoriais polêmicos. Um deles, em contraste com as crianças, traz um casal de idosos em cenas quentes. O americano também colocou nas páginas da publicação a modelo Crystal Renn toda enfaixada e deu um beijo no fotógrafo Terry Richardson para um ensaio cheio de sadomasoquismo.

Fonte: GNT

[Inapropriadíssimo, né? Além de desnecessário... Isso é um incentivo a erotização da infância. As consequências são a gravidez precoce, a exploração sexual infantil... Criança tem que ser criança, e se comportar como tal.